Por: Tati Teixeira
Innocent Darkness acaba de lançar seu novo e poderoso álbum, um disco que tem intensidade, que nos mostra uma eletrônica criativa, que nos faz transcender em suas batidas, um disco completamente sensorial, nos fazendo mergulhar em cada sensação, emocionante.
"Dominion of the Stars", lançado em 17 de dezembro de 2025, é um EP original profundamente comovente, criado inteiramente sem inteligência artificial — apenas pura criatividade humana canalizada através do Vital VST, Circuit TRACKS e Yamaha Seqtrak Black.
Este lançamento serve como uma homenagem carinhosa à mãe do artista, que faleceu em 14 de agosto de 2024, transformando a dor e a perda em algo belo e catártico. Gravado na casa dos pais do artista e inspirado por caminhadas contemplativas na floresta, o EP captura a emoção em sua forma mais crua e honesta. Como declara Innocent Darkness: "Ó querida mãe, ouça-me, faça este som, espero que você os ouça!!!" Não se trata de um trabalho profissional de estúdio — é uma expressão autêntica e sincera que prioriza o sentimento genuíno em vez da perfeição técnica, tornando-o uma obra significativa e profundamente humana.
One é a primeira canção, ela consegue capturar completamente o ouvinte, pois com suas batidas ela consegue nos desconectar de tudo ao nosso redor para nos fazer mergulhar em uma série de sensações, que nos deixa impactados que ao transmitir através daquelas sonoridades seus sentimentos, o artista consegue capturar os nossos próprios sentimentos, uma música honesta, tão cheia de emoções que nos faz nos entregar a cada segunda, cada batida, é uma faixa linda e cheia de intimismo.
A segunda canção é You now, The Circle is Round, uma canção que traz uma sensação de entrega as emoções, da continuidade a esse clima, ela é mais tensa, ela é alta, é emocionante, nos faz sentir cada sensação nossa que nos deixa triste, nos faz encarar essas sensações, e a gente quer passar por elas, e com essa música, que nos eleva, nós parecemos mais fortes e vamos seguindo, ultrapassando tudo, nos inspirando por cada sonoridade. É sensacional.
A terceira faixa da continuidade ao mistério, ao clima mais sombrio, continuamos de cara para nossos medos e angústia, estamos olhando os nossos sentimentos nos olhos e dizendo para eles que vamos seguir apesar deles, essa música nos inspira, ela tem essa densidade e depois nos traz vitória, ela é uma música que nos faz viajar e isso é bom, damos uma pausa em tudo e nos conectamos a nós mesmos, é uma autodescoberta, é mágica.
The Gost City é a quarta canção, uma música intensa, de batidas fortes, categórica, do tipo que nos faz viajar novamente, transceder, uma canção poderosa, de sonoridades que nos conectam a pessoas que amamos, uma música que tem um tom sombrio, mas que ainda sim nos remete a pensar em quem também nos deixou, em quem nós amamos e não esta aqui, é uma canção que nos conecta a uma sensação de saudade e que ao mesmo tempo nos faz sentir próximo de quem amamos.
Sem mais spoillers, esse disco é lindo, é uma expressçao, tem muita entrega e isso faz com que a gente se entregue também, é uma experiência sonora e a gente amou cada segundo dessa experiência, nós ammaos muito.
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