Por: Tati Teixeira
Driek Manders acaba de lançar seu novo e poderoso disco, um trabalho lindo, que mostra muito talento e que nos permite viajar em suas sonoridades, imergir em nós mesmos, nos deixa sonhar e sentir vivos, um trabalho honesto, com sonoridades que amamos.
Lançado em 8 de maio de 2026, "Through wind and weather" é um álbum original que transforma as constantes mudanças de humor do céu em uma paisagem sonora de profunda ressonância emocional. Cada faixa do álbum reflete diferentes condições atmosféricas — de céus claros representando tranquilidade a tempestades que personificam raiva e frustração.
O que torna este lançamento particularmente significativo é o seu contexto: Manders estava hospitalizado em uma ala psiquiátrica lutando contra a depressão durante o lançamento do álbum, mas continuou a expressar suas emoções em sua música ao longo desse período difícil. O álbum demonstra sua meticulosa atenção aos detalhes orquestrais, com violoncelos adicionando uma profundidade atmosférica sombria, violinos transmitindo dor e emoção, percussão poderosa e passagens de xilofone que injetam um senso de urgência. "Cloud" se ergue como um testemunho do poder curativo e expressivo da música, oferecendo aos ouvintes um vislumbre íntimo da luta e da perseverança criativa de um artista.
Essa trabalho abre com uma faixa muito profunda, Ouverture, uma sonoridade que soa como algo leve, que tem um chamado angelical, que nos faz sentir imersosos de cara na composição, nos fazendo pensar o que vem pela frente, essa música nos relaxa, nos faz entrar em uma hipnose, nos leva para um local de nossa mente onde podemos refletir e sentir muito bem bem, uma canção que nos faz flutuar, ir perto do ceú, que nos deixa entrar em nossa mente, de forma mais delicada, no permitindo começar um processo de reflexão.
A segunda faixa continua o clima, nos fazendo mergulhar em uma onda de cantos líricos, com coral, e sons que possuem sensibilidade, que em dizer nenhuma palavra contam muito sobre o artista, que nos permite criar laços com o álbum nos faz enxergar um pouso de luta essa música, nos faz ter uma sensação única de imersão em algo natural e poderoso, uma canção que nos permite acessar nosso coração.
Rain chega na sequência e a paz e tranquidade das faixas anteriores da espaça a sonoridades mais densas e que nos permitem acessar nossos pensamentos mais profundos e até mesmo a confrontar esses pensamentos, e assim conseguimos tronar eles pensamento passageiros e que vencemos. Essa canção tem sonoridade de dificil execução, são bem formadas, se integram muito bem, criam a atmosfera perfeita para que possamos dar de cara com pensamentos dos quais queremos nos vencer e nos livrar e asssim, vencemos.
Breaking The Blizard é a quarta canção, ela também tem um clima mais denso, e nos coloca em sensações mais conturbadas e mais profundas para a gente se sentir em contato com um lado mais obscuro de nossas lembranças e reflexões, essa canção tem muita intensidade para nós e nos faz ver algo diferente, ela é como uma descrição de sensações que apavoram, mas com o tempo podemos pensar sobre elas e superar, é a sensação de estar em um problema quando ele parece não ter solução, mas, é um trabalho muito bem feito.
Sem mais spoillers, esse disco nos permite sentir emoções sensacionais, ele nos colocar de frente para muitos sentimentos, uma música atras da outra, todas com muita presença, com muito talento, esse disco nos surpreende, é uma obra de arte, feita de uma dor, que nos faz pensar em nossa dor, que nos faz confrontar muito do que também passamos, esse disco é uma catarse infinita a cada música, e nós amamos isso.
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