Por: Tati Teixeira
COMMUNIST SEX MAGIC traz novo álbum envolvente e que nos traz um rock que amamos, seu novo projeto nos faz viajar nas sonoridades que nos conquistaram na adolescência, um indie rock cheio de força, completamente autêntico, repleto de sonoridades que mesclam dreampop, rock grunge, uma música mais surpreendente que a outra.
Ao longo de suas doze faixas, This Charming Life se torna uma jornada de morte e renascimento. À medida que antigas ideias, inocência e certezas começam a ruir, o narrador é forçado a confrontar quem ele costumava ser e o que resta quando essa versão de si mesmo desaparece. Em vez de oferecer falsas esperanças, o disco questiona o que acontece quando finalmente enxergamos o mundo como ele realmente é, e se existe alguma maneira de renascer dentro dele.
Get Me Out From THis Cold abre o disco e já chega mostrando a que o álbum veio, uma música que tetm essa sonoridade dreampop, rock indie que nos faz ver um refrão que logo está soando em nossa mente como um pensamento, essa música traz esse poder de reflexão desse disco, já nos deixa claro que esse trabalho é denso, cheio de profundidade, que vai nos fazer nos questionar, que é completo, com narrativa e sonoridades que juntas conseguem trazer uma música que impacta o ouvinte, nós ficamos muito curiosos e envolvidos na primeira canção e queremos acompanhar a trajetória. Essa faixa tem uma certaz melâncolia que tem a ver exatamente com o que é a vida.
Jaded é a segunda canção, ela é mais lenta, com sonoridades sutis de um piano combinado a outros sons que nos levam para dentro de nossa mente, que nos deixam hipnotizados, com um rock calmo que se torna um barulho que nos deixa um pouco atordoados e depois nos encontra em calmaria novamente, próximo aos 2 minutos os vocais entram e soam para nós na tranquilidade frases que são como pensamentos, como se fosse uma espécie de voz que nos conta o que estamos pensando, que nos abre os olhos com suas falas, amamos o como soam os vocais nessa canção, é poético e muito performático, consegue etregar exatamente o que música fala, e o instrumental mais próximo do final com uma voz mais solta, como um grito que sai de nós, é uma música de rock libertadora. Destaque para a bateria do fim.
Worn é um rock do tipo que os coloca em uma sonoridade de guitarra envolvente, que tem riffs incríveis, que soa mais grunge que as músicas anteriores, essa música é leve, é do tipo que amamos cantar junto quando aprendemos a letra, é uma canção que traz vocais soltos e performáticos, nos lembrou um pouco Tame Impala, mas com muita personalidade, com um refrão que pega e que tem expressividade, essa música nos fez sentir bem dentro da realidade do que é a vida, pois ouvimos suas frases e de certa forma ela nos confortou.
Maria é a quarta canção, mais lenta que a anterior, com um clima mais sombri novamente que volta ao disco, essa faixa traz uma sonoridade que nos carrega para dentro de nossa mente, que nos arranca de nossa rotina caótica, e nos chama para um verdadeiro encontro com nós mesmos, ouvimos sua letra, sua melodia, nos identificamos com essa canção, nos leva a sentir vivos, nos faz ver verdade, é uma canção linda, poderosa, com arranjos que surpreendem, com um indie rock único que nos deixou completamente fascinados. COm refrão que cresce e é explosivo, cantamos junto, é uma música que nos representa, nos ajuda a sentir libertados de sensações que nos rondam
Sem mais spoillers, vocÊs precisam ouvir esse trabalho como um todo, é fresco, é genial, é composto de muitas canções reflexivas, é capaz de nos fazer sentir um pouco mais em contato com nós mesmos, nos faz despertar. É uma obra de arte edificante.
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