Por: Tati Teixeira
Books Of Moods nos envolve completamente com seu novo álbum, um trabalho doce, bem trabalhado, surpreendente em todos os momentos, com sonoridades que nos fazem transitar entre o rock e o pop, com pegadas de art rock com dreampop, uma mistura impressionante que os torna autênticos e muito criativos.
Books Of Moods é um projeto de indie art-rock com sede em Paris, liderado por Hugo Sailer — compositor, multi-instrumentista e artista solo. *Dreams*, né o álbum de estreia com 11 faixas de indie rock onírico e cinematográfico, construído em torno da nostalgia, da introspecção e da sensação agridoce de se lembrar de algo que você não tem certeza se realmente aconteceu.
Space Pt1 abre esse trabalho genial, uma canção que nos leva ao espaço, por algum motivo suas sonoridades nos desligam e nossa mente flutua em direção a um ambiente cinematrogafico espacial, e é um espaço com cores nostálgicas em imagens de cinema que nos permitem sonhar e voar, um lugar onde nossa imaginação corre solta, onde imediatamente deixamos tudo de lado para mergulhar nas palavras e sonoridades desse disco intrigante, brilhante, emocionante e cheio de nostalgia.
Slow Day é um rock indie maravilhoso, com vocais que trazem encantamento para nós, que trazem tranquilidade, que traduzem a voz de nossa geração, esses vocais se combinam perfeitamente com as sonoridades e dizem muito sobre a letra da canção, essa música é vibrante, encantadora e a sua letra nos leva a refletir, é um rock leve do tipo que poucos fazem, com sonoridades eletronicas cativantes de um onírico bastante marcante. Nós amamos, é como estar em lembranças, em sonhos, uma música que nos permite viajar e que mesmo sendo um som autentico e moderno tem tons vintage, sensacional. Genial.
A terceira canção é a que dá nome ao álbum, Dreams é intrigante, aquela canção que tem sonoridades em looping e isso nos prende nela, é viciante, tem vocais novamente que conseguem soar muito familiares para nós, tem aquele tom de música rock indie que poucos conseguem fazer atualmente, é a canção que a gente buscou por meses e não encontrou, essa música é gostosa de cantar junto, é um hit do rock que precisa ser descoberto, para nós o grande destaque do álbum, é como estar dentro de um filme, a trilha sonora de momentos cotidianos de nossa vida, momentos que desenhamos em nossa imaginação ao ouvir a música, essa faixa construi cenários, nos permite sonhar, nós amamos cada detalhe.
Travel é realmente como seu nome diz, é uma viagem deliciosa entre o que há de melhor no rock em decadas, é um trabalho que nos envolve, que nos permite ouvir em uma faixa só Beatles, David Bowie, uma pitada Smiths e Arcade Fire, essa faixa é genial e viciante, pensa em uma canção que a gente não consegue parar de ouvir, é refrescante, encantadora, fascinante, do tipo que mexe com o uvinte, nós amamos muito.
Sem mais spoillers nós ficamos impressionados com esse disco, é uma experiência de rock indie impressioannte, muito original, leve, refrescante, do tipo que nos faz ficar imersos mýsica após música, amamos.
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